A/c de quem sabe o que era o Agora Escolha:

Muitas xs pensamos que um dia havemos de escrever a nossa história. Fazer um filme sobre as nossas vidas. Deixar um legado para o futuro. Como essa data tarda em chegar, felizmente, houve alguém que tomou a iniciativa e fez aquele que é o retrato de todos nós, a Geração de 70.  Revejam-se:)

Uma na Bravo e Outra na Ditadura- parte I

Uma na Bravo e Outra na Ditadura-parte II

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500 days of Summer

Quem me conhece, sabe que Indie é comigo. Embora na TimeOut desta semana, no artigo sobre festivais, este estilo musical tenha vindo associado a betinhos e adolescentes, vou continuar convicta das minhas escolhas. Tornem-se, ou n, mainstream.

O filme que mais recentemente me tirou o tapete insere-se nesta categoria. “500 days of Summer” é um namoro antigo, desde que o vi recomendado num dos muitos sites que tento ler para me ir mantendo a par da realidade. Contudo, para meu infortúnio, cedo descobri que n tinha data prevista de estreia para terras lusitanas, forçando-me a recorrer a métodos “menos ortodoxos”. Como nem sempre se tem sorte à primeira, comecei com a banda sonora como aperitivo e (re)apaixonei-me pela Regina Spektor e o seu “Us“. Quase um mês mais tarde, fui, at last, apresentada à Summer (Zooey DesChannel sempre a marcar  pontos em termos de estilo) e à forma como, em 500 dias, vai brincando e destroçando um coração, apenas porque The One, sometimes is another one.

Como não gosto de spoilers, fica um preview para abrir o apetite:

Bonsoir billoutes héeeeeeeeeeeeee

Sobre “Bem-Vindo ao Norte”, não esperem que teça prolongados comentários ou críticas esclarecidas. Digo-vos apenas que aproveitem que amanhã os bilhetes são mais em conta e se enfiem na primeira sala de cinema onde estiver em exibição. Não se vão arrepender.

Até lá, fica um glossário de expressões e uma das minhas cenas favoritas do filme…

Sobre StepBrothers…

É que é tão mau que se torna muito bom…

Nearest thing to heaven…

There must be something between us, even if it’s only an ocean.

[an affair to remember, a morar aqui no cantinho esquerdo da Andorinha]

You Know Why

Se há género de filme que a Andorinha n aprecia particularmente (depois da Sci-Fi), é a comédia estupidamente gratuita, na linha “Onde pára a polícia” e derivados. Hoje, no final de um dia DAQUELES, juntou-se ao Gang do King Card (e q saudades de ir ao cinema “em manada”,a ocupar duas filas, como se fosse domingo e ainda tivéssemos 15 anos, maltinha) , sem saber bem ao que ia, mas desconfiada de que a junção Ashton Kutcher e Cameron Diaz era capaz de n ser um presságio de brilhantismo. De qq modo, como o q se pretendia era a companhia e um momento de pura “estupidificação” para dar descanso aos neurónios, prontifiquei-me no sign up. A verdade é q n podia estar mais errada. What happens in Vegas provocou-me gargalhadas durante quase todo o filme (coisa rara, pq a Andorinha n se ri a bandeiras despregadas por dá cá aquela palha, sendo pessoa de sorrisos). Para quem n viu, recomenda-se a todos os que necessitem de um boost à moral sem grande dispêndio intelectual. Para quem já…you know why😉

Not everyone loves blueberries…

A Andorinha foi, finalmente, provar as “blueberry nights“. À saída do Monumental, ouviam-se comentários desiludidos. “Demasiado linear”, “Nem parece um filme do Kar Way”, “Mediano”, “A que se deve esta obsessão pela Cat Power” ou “não traz nada de novo”, foram alguns dos que escutei, por entre as conversas, enquanto descia as escadas em direcção à rua. A verdade é que também não me ficará na memória como um daqueles filmes que me faz gastar o meu play mental, de forma a rever, vezes e vezes sem conta, as minhas cenas favoritas. Que não o citarei incessantemente. Que não vou a correr procurar a banda sonora (até pq a Cat Power integra a minha lista de embirações pessoais). Mas que teve os seus momentos. E que é um bom filme sobre gestos e a forma como, ao tocar os outros, nos decidimos-ou não- a voltar a repeti-los…

Elizabeth: So what’s wrong with the Blueberry Pie?
Jeremy: There’s nothing wrong with the Blueberry Pie, just people make other choices. You can’t blame the Blueberry Pie, it’s just… no one wants it.
Elizabeth: Wait! I want a piece.

[Quanto às blueberry pies, eu, certamente, teria noites com gosto a cheesecake de limão.]