Songs for sunday

Este fim-de-semana foi, exclusivamente, dedicado a bandas lusas porque “o que é nacional é bom”. Enjoy. Ou, desfrutem, que está mais em sintonia:)

O COMBOIO DOS ATRASOS, Sebastião Antunes e Quadrilha

BÁRBARA E KEN, Virgem Suta

SUMMER DAYS OF FUN-Cais do Sodré Funk Connection

CIÚMES-DJ Ride

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Icebreakers

Outras questões existenciais AQUI. Sucesso garantido para qualquer festa;)

Portugueses pelo mundo

Não vejo muita televisão. É um facto. Mas há um programa que me prende e me faz ter vontade de esperar,pacientemente,pelos atrasos da programação sem recorrer a gravações prévias para ver quando é mais conveniente.”Portugueses no mundo” passa de segunda a sexta  na RTP – não sei pq mas dizer estas letras assim,isoladas,transporta-me aos tempos em que este era o único canal- e tem em mim uma espectadora fiel.

Mais do que viajar por outras paragens, gosto de conhecer cidades pelos olhos de outrem e ver como construíram vidas novas em países aos quais passaram a chamar seus. Sei que ecoa a diáspora mas recorda-me que tb eu já fui assim e passei a chamar casa a um destino que antes n era mais do que um nome num mapa.

Por tudo isto, e por ser extremamente bem produzido, vale a pena ver televisão.

MUDE de Rua

Num dia de chuva, entre turistas e saldos fui até ao MUDE para ver “A Rua é Nossa”. Em 30 minutos, percorri as avenidas concorridas de Tokyo, dei um salto a Paris, deixei-me levar pelas cores da Índia e projectos vanguardistas das cidades nórdicas.

“A Rua é nossa” faz-nos voltar a olhar para um espaço que percorremos todos os dias. Sem pensar. E vale a pena. Parar. Rever. Descobrir. Imaginar. Porque, se a rua é de todos nós, porque não traçar-lhe um futuro?

Fica a sugestão para ver até 20 de Fevereiro.

A/c de quem sabe o que era o Agora Escolha:

Muitas xs pensamos que um dia havemos de escrever a nossa história. Fazer um filme sobre as nossas vidas. Deixar um legado para o futuro. Como essa data tarda em chegar, felizmente, houve alguém que tomou a iniciativa e fez aquele que é o retrato de todos nós, a Geração de 70.  Revejam-se:)

Uma na Bravo e Outra na Ditadura- parte I

Uma na Bravo e Outra na Ditadura-parte II

Viva a República!

Quem me conhece sabe que não sou de grandes exibições de patriotismo, muito menos, em modo conglomerado. Mas, na passada segunda-feira, uma promessa a uma recente republicana fanática (Miss L, estou a falar de usted sim sr:P) fez com que vencesse o torpor de final de dia e me arrastasse para o Grande Baile da República, na Alameda, em Lisboa. Tenho que admitir que não o fiz sem antes reclamar umas quantas xs e mal-dizer a minha queda para o entusiasmo momentâneo que me leva a responder “sim, sim” à maior parte dos convites que me fazem. No entanto, tive que dar o dito pelo não dito e ficar eternamente agradecida por me terem convencido.

Para além da possibilidade do passeio de balão (que n experimentei, n pelo medo de alturas mas antes porque sou uma comodista do pior que há e n estava com vontadinha nenhuma de me meter nos malabarismos que a altura do cesto exigia), dos candeeiros em pendant com o verde e o encarnado e figurantes de época, o conceito de baile foi levado a sério, lustres incluídos. Por uns momentos, as pessoas sorriam, com crianças pela mão, esquecidas que estavam as recentes declarações do PM na passada semana, a anteceder dias (anos?) mais sombrios. E eu dei por mim, de sorriso rasgado e coração quente, a agitar uma bandeira imaginária e com vontade de entoar A Portuguesa.

Para quem n esteve, fica o vídeo do espectáculo de luz e som do Terreiro do Paço:

(PS: como sou defensora do copyright, fica já o aviso de que esta bela filmagem ao estilo mar alto n é da minha autoria;) )

Hoje olhei, pela última vez, para os olhos amarelos dos crocodilos. Valeu a pena cada virar de página…

OlhosAmarelosDosCrocodilos