É estranho estar de regresso. Parece que o blogue tem pó. Que há uma urgência de sacudir as coisas. De fazer algo diferente. Que marque. Que reavive. No fundo, que assinale o momento. É como quando deixamos de falar com um amigo. Vamos inventando desculpas para adiar a chamada. E há uma pressão acrescida. Que nos corrói. Lentamente. Todos os dias pensamos que tem que haver mais. Não basta um olá ou um como estás. É preciso descobrir um porquê. E perde-se a naturalidade. Torna-se um esforço. Partilhado. Com expectativas acrescidas de um lado e de outro. Damos por nós a perscrutar no mais íntimo dos nossos seres qual poderia ser a melhor desculpa. As novidades a serem contadas. Mas elas não aparecem. E, simplesmente, baixamos os braços até deixar de fazer sentido digitar aquele número…

Eu pensei muito nisto. E decidi que, quando se regressa a casa, não precisamos de dar justificações à mobília, nem aos vizinhos. Simplesmente, rodamos a chave na fechadura e vemos quais os ajustes a serem feitos, para prosseguir a nossa vida.

Com este blogue passa-se o mesmo. É uma continuação de mim. Não faz sentido ter de fazer updates. Basta seguir a vida como até então. E prossegue já no próximo post:)

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