Saber dizer adeus…

Sempre fui melhor a dizer “olá”. Parecem-me mais fáceis os inícios que os finais. Um olá traz consigo infinitas possibilidades, como um caderno novo, pleno de folhas em branco à espera que povoemos as suas linhas. Ao olá segue-se um começo, uma maré de hipóteses, encruzilhadas, apenas tendo como condicionante o lado que decidamos escolher. Um olá são as 8 da manhã de um novo dia. Cabe tudo lá dentro. Mesmo que em teoria. Mesmo que saibamos que o eco poderá ter uma voz mais soturna ou menos efusiva do que aquela com a qual lhe demos início. É dos olás que se fazem as vidas, porque implicam sempre um (re)iniciar, a continuidade de um ciclo. Prosseguem no ponto onde parámos, preenchem o vazio deixado pelas reticências ou satisfazem a curiosidade de um ponto de interrogação. No olá há esperança. Sabe a Natal e promessa de coisas novas. Até chegar aquele momento em que tudo termina, abruptamente, com esse teor definitivo que só é possível num “adeus”…

[por tudo isso, faço minhas as palavras do JP e digo apenas “olá,tenho q ir andando…”]

5 thoughts on “Saber dizer adeus…

  1. Então ainda bem que não tinha cianeto em casa, o que faz lembrar uma história que é a de um homem que foi a um restaurante e, mal se sentou, pediu um copo de cianeto. O empregado estranhou, deu-lhe o copo de cianeto e levou-lhe a ementa. O homem bebeu o copo, pegou na ementa e caiu para o lado.
    Moral da história: É pior a ementa que o cianeto!

  2. Pelicano, ainda bem q só m tenho q preocupar com as emendas e (por enqto) ainda n com o cianeto.

    Mia: foste a única q descodificaste e optaste pelo sileêncio. gracias. custa demasiado para os gestos n serem acompanhados por lágrimas…ficam as palavras.

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