Sobre a televisão…

Sempre que viajo, gosto de comprar jornais e revistas, que leio compulsivamente, como quem joga um “descubra as diferenças”. N sei se por defeito profissional, mas a verdade é q n consigo, simplesmente, lê-los. Tenho q analisá-los, ver o q fazem de diferente, os motivos das “cachas” e o quem é quem que diz o quê das notícas. No entanto, mais do que a imprensa, a televisão vai p/o top das minhas preferências. N q veja muito. Já vi muito mais. Mas, talvez, por ser parte da nossa “pop culture” e por me permitir, rapidamente, saber o q “está a dar” nos sítios q visito. Pois bem, parece q aqui em Chicago o q apoquenta as mulheres são os rasgões nas orelhas furadas. Não faz abertura de noticiários, mas o anúncio a um produto milagroso passa xs sem conta, nos mais diferentes tipos de horários, fazendo-me imaginar o investimento publicitário e o retorno q esperam obter. A coisa é simples. Umas imagens de orelhas rasgadas, estendidas até ao limite, a fazer lembrar certos costumes indígenas. Posto isto, segue-se um rol de queixas de mulheres desgostosas face à impossibilidade de utilizar os últimos modelitos da indústria de bijuteria. Mas ah, há solução! Uns simples autocolantes, hipoalergénicos, que “nos permitem voltar a usar os nossos brincos preferidos com toda a confiança”. E parece que até se podem usar em orelhas sãs, n vá o diabo tecê-las! Tudo comprovado por médicos e um cirurgião plástico q nos afiança as maravilhas da dita invenção milagrosa em detrimento da cirurgia estética (q por acaso, até é o negócio dele,mas aquilo é tão fabuloso q n deve poder deixar de partilhar a boa nova). Face a este argumentário, dou graças a Deus por ter deixado de usar brincos há muito tempo e n ter motivo p/me precipitar, de imediato, p/o telefone.