Down memory lane II…

Este fds revisitei a minha antiga casa. Ou melhor, a minha ex-ex-casa, pq, mal a deixei e me mudei para a actual, tive um interlúdio com dto a novo poiso em Madrid. Já há muito q lá n ia mas um aluguer eminente forçou-me a regressar ao antigo escritório, acompanhada da minha sis, para 1a operação de limpeza. Por entre muito pó, abrimos tudo o que era gaveta e revistámos as inúmeras prateleiras, para decidir com o que ficaríamos, o que daríamos, o que reciclaríamos e o que iria directamente para o lixo. Seis horas passadas, as conclusões foram as seguintes:

-como é que uma pessoa junta TANTA papelada nestes anos de vida? Não há papelão que aguente.

-passados em revista os trabalhos desde a primária até ao último ano da faculdade, tenho q admitir q sempre tive tendência para ser 1 bocado para o cromita.

-onde é q eu arranjava tempo para fazer tanto desenho, escrever tanta cartinha/postalinho/bilhetinho nas aulas, forrar caderninhos e registar tudo em diários?

-as amizades são muito mais intensas na adolescência. Ao ler o passado, tudo me parecia demasiado absoluto, demasiado definitivo, demasiado demasiado. N havia espaço para relativismos.Só para os sentimentos. E era duro, mas bonito e verdadeiro ser assim.

– quando estamos apaixonados devíamos ser proíbidos de escrever missivas amorosas. O Pessoa bem nos avisou q “tdas as cartas de amor são ridículas”, mas nós toca de fazer orelhas  moucas e dar largas aos disparates em formato de promessas eternas q n podiam ter outro fim que não novos começos.

-como é que perdemos tanta gente pelo caminho? Onde andam metade dos meus antigos melhores amigos? Têm filhos, casaram, emigraram, são felizes? E porque já n nos encontramos para falar disso? Pq é q a vida nos aconteceu?

-metade daquela tralha está hj de novo na moda e os meus brinquedos já são dignos de um museu.

-as minhas mix tapes dão conta de um gosto musical muito duvidoso e de uma paciência infinita traduzida em horas de gravações a partir das emissões de rádio.

-gostei sempre de desenhar e escrever. Ao menos nisso, mantive-me fiél ao longo dos anos.

-os anos 80 e 90, foram, realmente, uma época muito questionável em termos de bom gosto.

-a minha primeira impressora chamava-se seikosha e imprimia em folhas com furinhos;)

-Há amigos que se mantém desde sempre. E outros que reencontrei, inesperadamente.

-mudei muito ao longo destes anos todos. Mas o q mais me espantou foi o facto de, sem saber como, me ter tornado pragmática. Sem hesitar muito, rasguei em pedacinhos grande parte do que fui outrora. E, face à admiração da minha irmã-que me conhece bem e que sabe q sou uma sentimentalista do pior e q guardo tudo, desde fotografias a bilhetes de cinema-dei por mim a responder q estava a despedir-me do passado para fazer espaço para o futuro. Acho q cresci e nem reparei…

5 thoughts on “Down memory lane II…

  1. Como eu te compreendo Sinhó…
    Oh se compreendo – tenho passado por isso ultimamente com as mudanças e ainda tenho KILOS de recordações para engavetar (mas tem de ser em breve pq a Mãe Jordão já fez aquele carão “então e quando é que desocupas o quarto de vez??” – e tem toda a razão – uma coisa é um quarto montado, outra é montes e montes de tralha a atrapalhar🙂 )

  2. sinho do ceu, aqui ha uns anos, peguei numa caixa q tinha, enorme, cheia de coisas do jp, cartas, fotos, presentes e td e td e td, ganhei coragem e mandei td fora… senti-me vazia… mas o que há a reter está ca dentro. dos 7 anos, o bom ficou o mau foi embora : )

  3. Jordan Maria, isso vai-me acontecer qdo sair de casa e pensei q era melhor começar a dar andamento à coisa pq no meu cafufinho n vai haver lugar para tanto extra;)

    Valient, é verdd. fica td na memória. Mas eu penso smp q, qdo for velhota, ela já n vai funcionar muito bem e vai precisar de umas ajudinhas visuais:P

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