Apanhado no ar ou De como fazer feng shui no PC:

Num break no escritório,conversando sobre ambientes de trabalho:

A- Não aguento quando fico com atalhos dos programas q instala o IT só porque não sou administradora. Aquilo dá-me cabo do sistema .

X-devias ver o meu. Está cheio de pastas e ficheiros. Quase não se vê o ecrã.

A- Eu n suporto isso! Tenho q ter tudo organizado e a obedecer a um esquema. Sou uma nazi dos desktops!

  

As palavras dos outros #1:

  
In Red band society

Apanhado no ar:

Enquanto almoçamos, televisão ligada, o treinador do benfica pronuncia-se sobre a última derrota do (meu) clube encarnado.

Entre garfadas, quebra-se o silêncio pelo meu colega do lado:

X- Este também deve ter síndrome de Anabela…

A- D’Anabela?!?

X-Sim, é como a Anabela que tem aquele nome e é feia como um camafeu. Este também se chama Vitória, e nem vê-las.

[Ganhei mais uma expressão no meu vocabulário]

sleepless in lisbon

Noites de calor/manhãs com cara de filme de terror…

Songs for sunday

Este fim-de-semana foi, exclusivamente, dedicado a bandas lusas porque “o que é nacional é bom”. Enjoy. Ou, desfrutem, que está mais em sintonia:)

O COMBOIO DOS ATRASOS, Sebastião Antunes e Quadrilha

BÁRBARA E KEN, Virgem Suta

SUMMER DAYS OF FUN-Cais do Sodré Funk Connection

CIÚMES-DJ Ride

Apanhado no ar ou De como sabotam as minhas tentativas de atividade física mesmo antes de acontecerem:

Antecipando as férias anuais nos Açores, a conversa evoluiu assim:

M- Este ano vou correr.

A- Correr não, mas se fizeres caminhadas, também quero. Preciso de me mexer.

M- (entusiasmado) Sim! Podemos fazer aqueles trilhos de naturez..

A-(interrompendo) Isso não! Já sabes que detesto essas subidas e descidas. Gosto de andar e fazer caminhadas, mas em plano.

M-(com um esgar irónico) Pois. Já não me lembrava que íamos de férias para a Holanda.

A-(…)

Créditos Wikipedia

moderninha

Sexta-feira. Um final de semana cansativo e um dia ainda por gastar. Hoje havia uma sessão fotográfica e pensei q podia fazer jus ao casual friday. Pus umas calças-de-ganga  e uma t-shirt preta, com o meu colar favorito e os adidas super star com um kimono. Rabo-de-cavalo e, pronta para sair de casa, questiona-me o M, em tom de gozo: deixam-te ir assim tão “moderninha”? Sorri perante o termo carregada de ironia e encolhi os ombros. Era sexta-feira. Que outro dia poderia ser melhor para transgredir todos os códigos de vestuário inerentes à vida num escritório?

O dia passou, entre mil tarefas e a indumentária não recebeu qualquer tipo de comentário, o que fez com q me esquecesse da regra de ouro da consultora de imagem q dera há pouco tempo um workshop na nossa empresa-ténis são de evitar e nunca brancos- e que me levara a concluir que só podia estar fora de moda e a passar ao lado desta tendência do comeback dos 90’s, com os ténis brancos a invadir tudo o q era pé fashionista desta cidade.

Fiz uma pausa para um café. Enquanto olhava, distraída , para o feed do instagram, passou um bando de adolescentes do bairro que fica ao lado do nosso parque de escritórios. Nada a assinalar não fosse terem ficado a olhar para mim. Pareceram desaparecer à esquina mas heis que, segundos passados, uma delas espreita. Achei estranho. Ia jurar que me observavam, mas devo ter feito confusão, pensei. Mais uns segundos, e nova cabeça q espreita à esquina. Agora tenho a certeza que sou objeto de estudo. Não tenho tempo sequer para formular hipóteses. Assoma-se uma nova figura que, desta vez, se dirige a mim e solta um “minha senhora, gosto muito do seu estilo”, corando e fugindo ainda mal as últimas palavras foram pronunciadas . Surpreendida, ainda balbucio um obrigada , que já não é ouvido. E regresso ao escritório. Assim “moderninha”, como saí de casa.