Esta coisa de ser menina

O assunto que me leva a escrever hoje é, creio, um tópico comum para muitas mulheres. Essa diferença entre ser tratada por menina ou senhora que, não confessamos a ninguém, mas mexe quase tanto connosco como as oscilações nos ponteiros da balança.

Quem profere estas inocentes palavras nem se apercebe do peso que elas acarretam. Ali, suspensas, como uma sentença com poderes para nos deixar de bom humor ou arruinar o dia por completo. Entramos num táxi e, depois de dizermos o destino, ficamos em suspense, num nível quase aproximado ao de um episódio do walking dead, à espera da palavra que se segue. “Certamente, menina” e a viagem decorre sem percalços como se todos os sinais fossem verdes. “Sim, minha senhora” e fazemos um esgar de sofrimento, tentando dar uma olhadela ao espelho retrovisor para confirmar se despontou alguma nova ruga ou se os cabelos, por um azar do destino, se revoltaram e tornaram, repentinamente, brancos.

Pode parecer secundário, capricho ou de somenos importância, mas, a verdade, é que, bem no fundo, não queremos deixar de ser meninas. De nos lembrarmos do que isso significa e que, afinal, o tempo não é assim tão cruel. E isso vale muito mais do que qualquer anti-rugas:)

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Ps: posto isto, mais uns aninhos e mudo-me para o Norte, onde este tratamento está por defeito mais garantido;)

Tough questions

-do you really want to be normal?

In penny dreadful season finale, to Vanessa

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As palavras não têm horas…

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Já não vale falar de regressos eternamente adiados. Já não vale determinar calendários que não se cumprem. Perdeu a validade a promessa adiada da continuidade,é verdade. Mas a espontaneidade, movida pela vontade súbita de dar espaço e vida às palavras, essa vale sempre. E quando se quiser. Hoje é esse dia. Até já. Sem hora marcada:)

É mais forte do que eu…

…prometi que n ia ceder à tentação. Que desta é que era. Que os blogues dão trabalho. Que não tinha tempo para alimentar a sua alma gananciosa. Que devassam a nossa vida. São ingratos. Como uma amante caprichosa. E que este era o ponto final. Seco. Sem despedidas. E olhar para trás. Mas sou uma fraca, e heis-me de volta a estas páginas. Vencida. Mas feliz:)

 

Por uma boa ca(u)sa

Preencher o IRS é, talvez, uma das obrigações que mais me desagradam. Mas, este ano,  pode tornar-se, também, um acto de dar (sem ser apenas aos cofres do estado:P).

Sem qualquer custo acrescido, é possível doar 0,5% à Fundação Infantil Ronald McDonald (FIRM) e ajudar as crianças da Casa Ronald McDonald de Lisboa, bem como contribuir para a construção da segunda Casa Ronald McDonald nacional, que irá prestar apoio às crianças em tratamento prolongado no Hospital São João do Porto.

Basta colocar, no Anexo H (Benefícios Fiscais e Deduções) do Modelo 3, o número de contribuinte 504 916 904 da FIRM e ajudar a construir sorrisos.

Abra as portas a esta ideia e declare a sua vontade de ajudar.

Ainda a tentar decidir…

…se acho cutchy cutchy ou n ;)

Das vantagens do frio#2:

Ver os lisboetas ataviados como s fossem descer uma pista d ski.

Do que me faz vergonha de ser humana…

Há muitas coisas que me fazem ter vergonha da nossa espécie. Os maus tratos são uma delas. Seja a quem for. E é de uma especial cobardia quando são impostos a quem não se pode defender. Como os animais. Por isso mesmo, peço que vejam este vídeo até ao fim e pensem duas vezes antes de optar por pagar menos…porque há SMP quem pague por nós:

O dia 23 de Janeiro foi-se…

e a abstenção foi mais de metade. A vitória deu-se na primeira volta. E o país continua o mesmo. Sem nos darem Cavaco. Mas com direito a update sobre o estado de saúde do PR. Mal posso esperar pelos próximos anos…

David Bowie: Changes

Das vantagens do frio:

N há insónia que resista ao poder dos cobertores;)

créditos: Lapsura

Icebreakers

Outras questões existenciais AQUI. Sucesso garantido para qualquer festa;)

23 de Janeiro.O dia q m anda a impedir d dormir descansada as minhas noites…

Portugueses pelo mundo

Não vejo muita televisão. É um facto. Mas há um programa que me prende e me faz ter vontade de esperar,pacientemente,pelos atrasos da programação sem recorrer a gravações prévias para ver quando é mais conveniente.”Portugueses no mundo” passa de segunda a sexta  na RTP – não sei pq mas dizer estas letras assim,isoladas,transporta-me aos tempos em que este era o único canal- e tem em mim uma espectadora fiel.

Mais do que viajar por outras paragens, gosto de conhecer cidades pelos olhos de outrem e ver como construíram vidas novas em países aos quais passaram a chamar seus. Sei que ecoa a diáspora mas recorda-me que tb eu já fui assim e passei a chamar casa a um destino que antes n era mais do que um nome num mapa.

Por tudo isto, e por ser extremamente bem produzido, vale a pena ver televisão.

Todos temos “pássaros do sul”…

Há pessoas que são assim um bocadinho como as canções da Mafalda Veiga. Fizeram-nos vibrar no passado mas hoje não passam de recordações distantes que já não se encaixam nos ritmos que a vida nos dita…

MUDE de Rua

Num dia de chuva, entre turistas e saldos fui até ao MUDE para ver “A Rua é Nossa”. Em 30 minutos, percorri as avenidas concorridas de Tokyo, dei um salto a Paris, deixei-me levar pelas cores da Índia e projectos vanguardistas das cidades nórdicas.

“A Rua é nossa” faz-nos voltar a olhar para um espaço que percorremos todos os dias. Sem pensar. E vale a pena. Parar. Rever. Descobrir. Imaginar. Porque, se a rua é de todos nós, porque não traçar-lhe um futuro?

Fica a sugestão para ver até 20 de Fevereiro.