Recentemente, escrevi sobre o facto de n gostar de dizer adeus. A verdade é que o sentimento se mantém mas a palavra, essa, teima em fazer parte da minha vida, forçando-me a “dobrar a língua”, vezes e vezes sem conta. N é que me importe, verdadeiramente, de proferi-la. Só n gosto que ganhe a proporção que lhe confere o determinismo. Que venha imbuída daquele sofrimento de n sabermos quando será o próximo olá. Que nos saiba a roubo de uma parte da nossa vida. Que te mude para longe, mm q fiques perto no que toca ao coração.
[Resta saber que os teus dias serão mais felizes.Play on!]
Porque, por estas bandas, sexta vai saber a sábado. Mesmo sabendo que n há almoços grátis e que o fim-de-semana será de trabalho, a Andorinha está feliz por poder, momentaneamente, carregar no pause.
Se há género de filme que a Andorinha n aprecia particularmente (depois da Sci-Fi), é a comédia estupidamente gratuita, na linha “Onde pára a polícia” e derivados. Hoje, no final de um dia DAQUELES, juntou-se ao Gang do King Card (e q saudades de ir ao cinema “em manada”,a ocupar duas filas, como se fosse domingo e ainda tivéssemos 15 anos, maltinha) , sem saber bem ao que ia, mas desconfiada de que a junção Ashton Kutcher e Cameron Diaz era capaz de n ser um presságio de brilhantismo. De qq modo, como o q se pretendia era a companhia e um momento de pura “estupidificação” para dar descanso aos neurónios, prontifiquei-me no sign up. A verdade é q n podia estar mais errada. What happens in Vegas provocou-me gargalhadas durante quase todo o filme (coisa rara, pq a Andorinha n se ri a bandeiras despregadas por dá cá aquela palha, sendo pessoa de sorrisos). Para quem n viu, recomenda-se a todos os que necessitem de um boost à moral sem grande dispêndio intelectual. Para quem já…you know why
A Andorinha foi, finalmente, provar as “blueberry nights“. À saída do Monumental, ouviam-se comentários desiludidos. “Demasiado linear”, “Nem parece um filme do Kar Way”, “Mediano”, “A que se deve esta obsessão pela Cat Power” ou “não traz nada de novo”, foram alguns dos que escutei, por entre as conversas, enquanto descia as escadas em direcção à rua. A verdade é que também não me ficará na memória como um daqueles filmes que me faz gastar o meu play mental, de forma a rever, vezes e vezes sem conta, as minhas cenas favoritas. Que não o citarei incessantemente. Que não vou a correr procurar a banda sonora (até pq a Cat Power integra a minha lista de embirações pessoais). Mas que teve os seus momentos. E que é um bom filme sobre gestos e a forma como, ao tocar os outros, nos decidimos-ou não- a voltar a repeti-los…
Elizabeth: So what’s wrong with the Blueberry Pie? Jeremy: There’s nothing wrong with the Blueberry Pie, just people make other choices. You can’t blame the Blueberry Pie, it’s just… no one wants it. Elizabeth: Wait! I want a piece.
[Quanto às blueberry pies, eu, certamente, teria noites com gosto a cheesecake de limão.]
Sábado. Festa de anos pejada de maltinha dos Morangos, gente do hip hop em modo Rize a arrasar o dance floor, pai do aniversariante presente e Andorinha & Cia n arranjaram melhor entretém do q passar a primeira meia hora a fazer coreografias idiotas com os lasers q cruzavam a pista e registá-las para a posteridade . Haja síndrome de Peter Pan!;)*
*BTW Galão, só n é votada A festa do ano pq há gds expectativas p/o q há-de vir
A Andorinha acordou a antecipar o dia q ia ter. Sabia q era só o começo de uma semana DAQUELAS, depois de uma noite mal dormida, a acordar quase de hora a hora a pensar em tudo o q poderia correr mal nos eventos desta semana (q eu sempre fui pessoa para sofrer por antecipação). De olheiras profundas, mal-dormida e em modo zombie, segui para a agência, a tomar coragem para o que aí viesse…e n é q, ao contrário de todos os revezes q tinha imaginado ( n q me tenha visto livre deles, q acabaram por me ir bater à porta uns minutinhos depois) me aterra na mão a Andorinha pela qual andava a suspirar há umas semanas?*
Aproveitem para se perder aqui, ou visitem a próxima Crafts&Design no 1º fim-de-semana de Junho.
…às xs, se fosse preciso, que alguém se”chegasse à frente”,e fizesse aquele gesto que já se tornou inesperado de tanto o anteciparmos, e querermos que abanasse o nosso mundo para sempre, até ao ponto de não termos fundações, mas sermos felizes por termos a oportunidade daquele ponto de partida?